Eu sou uma farsa?

Por muito tempo era difícil — mais difícil — para mim tomar decisões, qualquer que fosse, pois eu sempre me exigia certezas. Tinha receio de decidir fazer ou falar algo e, depois de algum tempo, mudar de opinião. E, por ter mudado, soar falsa para as outras pessoas. 

Com o tempo aprendi e aceitei que mudar faz parte do processo de cada um, precisamos encarar esses processos como algo saudável e não como um problema. Encontramos certa calmaria quando aceitamos a nossa complexidade, nos é permitido abandonar certezas e isso não nos torna menos verdadeiros.


Tais reflexões podem parecer bobas e óbvias, porém foi bastante libertador para mim quando entendi e aceitei isso em mim e no outro. Somos movimento. Se permita viver suas metamorfoses.

Não me peçam nunca fidelidade. Por que fidelidade se todos mudam tanto e tão rapidamente? Mas se nem a mim mesma consigo ser fiel. Seria bem divertido fazer uma pilha dessas Otávias todas tão contraditórias e tão desiguais, que não me reconheço em nenhuma delas. (Ciranda de Pedra, de Lygia Fagundes Telles. • Página 172.

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Amanda Azevedo

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