Controle, de Natalia Borges Polesso

Logo após uma péssima experiência de leitura comecei a ler o livro Controle, da autora Natalia Borges Polesso. Nas primeiras páginas já fiquei tão preso que o desejo de engolir o livro de uma só vez foi intenso. Eu acredito muito na lei da atração e sinto que o meu interior recebeu este livro como um presente que ele precisava naquele momento. Este é o tipo de livro que nos revigora quando chegamos quase a esquecer do quão generosa uma leitura pode ser, nos tira do automático e traz de volta as emoções de uma boa leitura. Me antecipo dizendo que recomendo muito a leitura de Controle e que desejo muito ler outras coisas dessa autora que fez um trabalho genial aqui.

O livro traz como protagonista Maria Fernanda, que foi uma criança esperta, intensa e que amava viver aventuras com sua turma de amigos. Fazia de tudo e era super apaixonada por bicicletas e pelas emoções radicais que elas podem proporcionar. Teve uma infância comum acompanhada de seus amigos, sendo os principais, Joana, Davi e Alexandre. Fez tudo que uma criança normal podia fazer. Deu até um selinho quando cursava o sétimo ano. Foi em algum momento entre a pré-adolescência e a adolescência que algo aconteceu. Uma queda. Uma crise. Uma estranhez. Um diagnóstico: Epilepsia. 

Depois da primeira crise vieram várias outras e mais outras. Surgiram no meio do furacão as piadinhas maldosas dos colegas, a superproteção dos pais, o afastamento, a vida infrequente. Nanda não era mais tão autêntica, aprendeu a viver dentro de uma concha que a isolava da vida real. Só existia uma realidade pra ela agora, a doença. Depois de diagnosticada com "atividade excessiva e anormal de células cerebrais" veio limitação, a falta de esforço, a acomodação e o pior perigo de todos: a zona de conforto. Seus pais resolviam tudo e foi assim que tomaram o controle de sua vida. 


Aplicativo de friends em comemoração aos 25 anos de lançamento da série

A série Friends, que se tornou um fenômeno, estreou em setembro de 1994. Nesse ano, 2019, comemora-se 25 anos de sua estreia. E as comemorações estão acontecendo de diversas formas. Além da exposição especial da série em São Paulo, a Warner Channel transmitirá ininterruptamente as dez temporadas a partir dessa quarta-feira (18); terminando no domingo (22).

E mais uma novidade das comemorações do 25º aniversário da série é o lançamento do aplicativo Friends 25, disponível para Android e IOS. No aplicativo você encontra: quiz com perguntas sobre acontecimentos de todas as temporadas da série; frases e filtros em 3D com referências à série e aos bordões de cada personagem.


Além disso o aplicativo também disponibiliza papéis de parede temáticos para celular e receitas de pratos feitos pelos personagens na série. Se você, assim como eu, é da série, baixe o aplicativo e relembre um pouco das histórias presentes nas 10 temporadas.

Kit enviado em Agosto (2019) pela tag curadoria

Hoje venho compartilhar com vocês fotos e informações sobre o kit enviado em Agosto pela TAG Curadoria. A curadora do mês —  Noemi Jaffe — é escritora, professora e crítica literária. Doutora em literatura brasileira pela USP, quando não está lecionando e projetando novos livros, escreve para a Folha de S. Paulo e para o Blog da Companhia.

Jaffe indicou para os associados livro de uma autora nacional e o definiu com as seguintes palavras: "os associados lerão um romance de formação e em formação, em que a vida e a sexualidade de duas meninas jovens se perfaz numa viagem que é delas, mas também do leitor. Viagem geográfica, mas principalmente subjetiva."


O livro indicado por ela é da autora Carol Bensimon e se chama "Todos nós adorávamos caubóis". Livro publicado pela Carol em 2013 foi resultado de 3 anos de dedicação, pesquisas e viagens por cidades do interior do Rio Grande do Sul — onde a história majoritariamente ocorre.

A história se passa na estrada e tem como protagonistas as jovens Cora e Julia. As duas se conhecem na faculdade de jornalismo, mas acabam perdendo o contato após Julia partir para Montreal para continuar os estudos e Cora indo cursar moda em Paris. No entanto, uma conversa informal pela internet as reaproxima e elas decidem pôr em prática uma viagem de carro pelo interior do Rio Grande do Sul.

Mulheres que receberam o Nobel de Literatura

O Prêmio Nobel de Literatura foi criado em 1901 e é atribuído a um autor ou autora de qualquer nacionalidade. Desde que foi criado — em quase todos os anos — a Academia Sueca faz a entrega do prêmio. Nesses seus 118 anos de existência, 114 pessoas já foram premiadas.

A premiação só não aconteceu nos períodos de guerra e também não aconteceu em 2018. Isso porque, no ano passado, alguns membros da Academia Sueca e da própria Fundação do Nobel foram acusados de assédio e agressão sexual.


Foi noticiado no início desse ano que, em 2019, o prêmio será atribuído a duas pessoas para compensar a suspensão do prêmio em 2018. Na nota, emitida pelo Conselho de Administração da Fundação Nobel, eles avisam que foram tomadas medidas para restabelecer a confiança na instituição e no prêmio.

Um brasileiro nunca recebeu o Nobel de Literatura. Aliás, em língua portuguesa apenas um autor já foi premiado: José Saramago. Apenas seis autores latino americanos já receberam o Nobel de Literatura e, desses seis, apenas uma mulher.

CLUBE DE ASSINATURAS DA INTRÍNSECA | INTRÍNSECOS

A Editora Intrínseca inaugurou o seu clube de assinaturas de livros em outubro de 2018 — o Intrínsecos. Fazendo parte do clube, você receberá todo mês um livro surpresa que nunca foi publicado no Brasil, em uma edição especial que não chegará às livrarias. Esse é o grande diferencial do clube: os membros recebem livros inéditos no Brasil em uma edição (em capa dura) que apenas os membros terão!


Depois de alguns meses o livro será lançado pela Editora Intrínseca, porém em uma edição diferente. Os livros enviados pelo Intrínsecos são de variados gêneros e temas. Podem ser romances, thrillers, policiais, dramas, etc. O livro será sempre surpresa e nunca publicado no Brasil.

O que vou receber?

Todo mês você vai receber uma caixa surpresa com: 1) livro inédito no Brasil, em capa dura e edição colecionável; 2) revista com artigos, ilustrações e entrevistas para expandir o universo da leitura; 3) marcador; 4) cartão-postal colecionável e 5) brinde relacionado com a história. Todos os itens são exclusivos e não poderão ser encontrados nas lojas.

Este é o Mar, de Mariana Enriquez

Em Este é o Mar, Mariana Enriquez constrói uma história que une o sobrenatural ao real. A autora nos apresenta um universo em que as lendas do rock são criadas por criaturas mitológicas femininas. Criaturas que estão sempre em movimento, que nunca dormem e que se alimentam da devoção das fãs humanas pelos astros do rock.

Essas criaturas conseguem se misturar aos humanos e viver no meio deles sem que eles saibam quem elas realmente são. E, dessa forma, utilizam de sua influência e poder, para incentivarem os humanos a consumirem freneticamente o trabalho de algum músico para que assim, ele se torne uma lenda, se torne inesquecível.


Temos foco na história da Helena que é uma dessas criaturas mitológicas. No início ela vive no Enxame, ou seja, ela e milhares dessas criaturas se misturam às fãs humanas para estimularem essa idolatria a alguma banda ou artista. Mas a Helena quer mais, ela quer se tornar uma Luminosa. E para isso precisa conseguir tornar o James Evans, vocalista de uma banda chamada Fallen, uma lenda do rock. E ela não mede esforços pra que isso aconteça. Aliás, esse foi um fato surpreendente durante a leitura, as coisas que ela teve coragem de fazer.

Uma mulher no escuro, de Raphael Montes

No dia em que completou quatro anos de idade Victória vivenciou algo sombrio e devastador. Ela presenciou o assassinato de seus pais e de seu irmão mais velho na sua própria casa. Após a ocisão o assassino pichou a cara de todos os mortos de preto e inclusive a cara da Victória, pois ele achou que ela também estava morta, porém ele havia apenas aleijado sua perna. E naquela noite de horror em que ela mergulhava em uma vida de escuridão ela só tinha a companhia de seu ursinho de pelúcia, Abu.

Após a narrativa daquela noite pulamos para o primeiro capítulo que nos remete à Victória com vinte quatro anos, solitária, resistente e com muitas dificuldades para confiar nas pessoas e em se socializar. Atualmente ela trabalha em uma lanchonete e mantém contato apenas com uma tia avó que vive em um asilo, um amigo, Arroz, que tem uma paixão platônica por ela, um cara chamado Jorge que frequenta bastante a lanchonete que ela trabalha  pelo qual ela se apaixona e seu terapeuta, Dr. Max, que se voluntariou para cuidar de seu caso e está conseguindo desenterrar em Victória a coragem para se abrir para a vida e para algumas pessoas que estão mais próximas à ela. 

Graças ao novo terapeuta a vida de Victória parece estar caminhando contra a escuridão. Ela está conseguindo viver novas experiências e até se arrisca numa paixão e em relacionamentos pessoais mais abertos. Mas é aí que acontece algo que faz Victória parecer a mulher mais sem sorte do mundo. Um desespero toma conta do seu interior quando um dia ela entra em seu apartamento e descobre que o pichador estava de volta. Em sua parede havia pichada a frase "vamos brincar?" e seu ursinho de pelúcia, que antes era branco, estava coberto de tinta preta.