CLUBE DE ASSINATURAS DA INTRÍNSECA | INTRÍNSECOS

A Editora Intrínseca inaugurou o seu clube de assinaturas de livros em outubro de 2018 — o Intrínsecos. Fazendo parte do clube, você receberá todo mês um livro surpresa que nunca foi publicado no Brasil, em uma edição especial que não chegará às livrarias. Esse é o grande diferencial do clube: os membros recebem livros inéditos no Brasil em uma edição (em capa dura) que apenas os membros terão!


Depois de alguns meses o livro será lançado pela Editora Intrínseca, porém em uma edição diferente. Os livros enviados pelo Intrínsecos são de variados gêneros e temas. Podem ser romances, thrillers, policiais, dramas, etc. O livro será sempre surpresa e nunca publicado no Brasil.

O que vou receber?

Todo mês você vai receber uma caixa surpresa com: 1) livro inédito no Brasil, em capa dura e edição colecionável; 2) revista com artigos, ilustrações e entrevistas para expandir o universo da leitura; 3) marcador; 4) cartão-postal colecionável e 5) brinde relacionado com a história. Todos os itens são exclusivos e não poderão ser encontrados nas lojas.

Este é o Mar, de Mariana Enriquez

Em Este é o Mar, Mariana Enriquez constrói uma história que une o sobrenatural ao real. A autora nos apresenta um universo em que as lendas do rock são criadas por criaturas mitológicas femininas. Criaturas que estão sempre em movimento, que nunca dormem e que se alimentam da devoção das fãs humanas pelos astros do rock.

Essas criaturas conseguem se misturar aos humanos e viver no meio deles sem que eles saibam quem elas realmente são. E, dessa forma, utilizam de sua influência e poder, para incentivarem os humanos a consumirem freneticamente o trabalho de algum músico para que assim, ele se torne uma lenda, se torne inesquecível.


Temos foco na história da Helena que é uma dessas criaturas mitológicas. No início ela vive no Enxame, ou seja, ela e milhares dessas criaturas se misturam às fãs humanas para estimularem essa idolatria a alguma banda ou artista. Mas a Helena quer mais, ela quer se tornar uma Luminosa. E para isso precisa conseguir tornar o James Evans, vocalista de uma banda chamada Fallen, uma lenda do rock. E ela não mede esforços pra que isso aconteça. Aliás, esse foi um fato surpreendente durante a leitura, as coisas que ela teve coragem de fazer.

Uma mulher no escuro, de Raphael Montes

No dia em que completou quatro anos de idade Victória vivenciou algo sombrio e devastador. Ela presenciou o assassinato de seus pais e de seu irmão mais velho na sua própria casa. Após a ocisão o assassino pichou a cara de todos os mortos de preto e inclusive a cara da Victória, pois ele achou que ela também estava morta, porém ele havia apenas aleijado sua perna. E naquela noite de horror em que ela mergulhava em uma vida de escuridão ela só tinha a companhia de seu ursinho de pelúcia, Abu.

Após a narrativa daquela noite pulamos para o primeiro capítulo que nos remete à Victória com vinte quatro anos, solitária, resistente e com muitas dificuldades para confiar nas pessoas e em se socializar. Atualmente ela trabalha em uma lanchonete e mantém contato apenas com uma tia avó que vive em um asilo, um amigo, Arroz, que tem uma paixão platônica por ela, um cara chamado Jorge que frequenta bastante a lanchonete que ela trabalha  pelo qual ela se apaixona e seu terapeuta, Dr. Max, que se voluntariou para cuidar de seu caso e está conseguindo desenterrar em Victória a coragem para se abrir para a vida e para algumas pessoas que estão mais próximas à ela. 

Graças ao novo terapeuta a vida de Victória parece estar caminhando contra a escuridão. Ela está conseguindo viver novas experiências e até se arrisca numa paixão e em relacionamentos pessoais mais abertos. Mas é aí que acontece algo que faz Victória parecer a mulher mais sem sorte do mundo. Um desespero toma conta do seu interior quando um dia ela entra em seu apartamento e descobre que o pichador estava de volta. Em sua parede havia pichada a frase "vamos brincar?" e seu ursinho de pelúcia, que antes era branco, estava coberto de tinta preta.

Kit enviado em Julho pela tag curadoria | 2019

Se você, assim como eu, gosta de acompanhar as novidades e notícias do mundo literário, com certeza já conhece a TAG - Experiências Literárias, um clube de assinaturas que envia mensalmente para os assinantes kits literários incríveis. Eles oferecem duas modalidades de assinatura: tag curadoria & tag inéditos

Na Curadoria os livros enviados são indicações de um curador — alguém reconhecido no meio literário, político ou cultural. Já na Inéditos é enviado o melhor da literatura contemporânea internacional em primeira mão aos associados.

Recebi o kit de Julho da TAG Curadoria, um kit especial já que, em Julho, é o mês de aniversário da TAG que completou 5 anos!


O QUE VEM NO KIT? 1) livro com edição em capa dura e exclusiva para os assinantes; 2) revista com informações que ampliam a sua experiência de leitura; 3) marcador; 4) box colecionável; 5) mimo literário.

Uma Estranha no Cemitério, por Douglas Santos

As folhas secas crepitavam no chão a cada passo que os irmãos Pedro e Ígnia davam. Caminhavam unidos pelo cemitério, temerosos do que poderiam encontrar. Era a última  sexta-feira do mês de Abril e fazia dois anos que o irmão mais velho deles, Mariano, havia suicidado.


– Eu odeio essa ideia louca dos nossos pais, Ígnia. Por que a gente tem que trazer flores para o túmulo do Binho? Ele odiava flores. Disse Pedro. – Ofegante. 

– Porque dois anos atrás o Binho estava dentro do quarto atirando na cabeça espalhando seus miolos por aí. 

– Não precisa me lembrar disso. 

– Desculpa, mas eu odeio este lugar tanto quanto você. Já está escurecendo e esse vento gelado me faz sentir fria e morta como tudo aqui. 

– Pelo amor de Deus, controle as suas palavras - rebateu o irmão. 

– Me deixa, Pedro. Droga, eu não consigo me lembrar onde o Binho está. – Lamentou Ígnia.  

– Nem eu, mas vamos logo com isso. Quero ir embora.


Querido Evan Hansen, de Val Emmich

Publicado no Brasil em Abril de 2019, o livro Querido Evan Hansen traz a adaptação do premiado musical da Broadway Dear Evan Hansen. Pelo que pesquisei este musical é o preferido de muitas pessoas, ainda não tive a oportunidade de assisti-lo, mas ouvi algumas músicas dele e pelo título de cada uma delas pude perceber uma certa fidelidade entre os dois.

Filho de uma mãe que trabalha e estuda muito e de um pai ausente, com o qual houve tentativas frustadas de aproximação e sem amigos, Evan Hansen sofre de ansiedade. Em uma de suas consultas seu terapeuta recomendou que Evan escrevesse cartas para si mesmo. E todas elas ele começava da seguinte forma "Querido Evan Hansen...".

No último verão Evan trabalhou como ajudante de guarda florestal, onde caiu de uma árvore e quebrou o braço. No gesso que cobria o braço do garoto, sua mãe viu a oportunidade dele fazer novos amigos na escola, as pessoas poderiam assinar, se aproximando dele.  E isso de fato acontece. Alguém assina no gesso: CONNOR. No entanto, acontece uma discussão entre eles e uma das cartas de Evan vai parar nas mãos erradas. E o fato de Connor ter em mãos algo tão íntimo que Evan havia escrito para si mesmo o deixa bastante perturbado por uns dias.

O que o sol faz com as flores, de Rupi Kaur

Em 2014 Rupi Kaur lançou um livro de poesia inovador, empoderado, estrondoso. Outros jeitos de usar a boca ficou por muito tempo na lista dos mais vendidos da New York Times. O sucesso foi tamanho que o livro foi traduzido para mais de trinta idiomas. Eu só tive a oportunidade de lê-lo em 2018 e, como a maioria, fiquei chocado, extasiado com a leitura. Três anos após o lançamento do primeiro livro, em 2017, Rupi lança seu segundo trabalho intitulado originalmente como The sun and her flowers, na nossa tradução como O que o sol faz com as flores. O livro é dividido em cinco partes: Murchar, Cair, Enraizar, Crescer e Florescer. Quando tive o livro em mãos a primeira coisa que me chamou a atenção foi o nome de cada tópico. Vamos conversar um pouco sobre eles. Só pra adiantar, este não é o tipo de livro que você pega e diz "vou ler uma poesia por dia", não adianta, você não vai conseguir. 

Murchar: A intensidade está marcada na escrita da Rupi, a pele dela grita e ela escreve. Nesta primeira parte do livro nos deparamos com o sofrimento, isolamento, a não aceitação de um fim, os questionamentos sobre algo que poderia ter sido, mas que já não é mais. É normal apaixonarmos pelo que inventamos da pessoa e não pelo que ela é de fato. E no sofrimento é quase impossível enxergarmos isso, não é mesmo? E em várias poesias deste tópico lemos sobre este desacontecimento. Quando você se doa e a outra pessoa não faz o mesmo, ela vai embora e leva tudo de você. Neste momento de abandono você não é nada. Você não é ninguém. Tudo que você tinha dentro de si. Tudo que você era. Foi levado. É o momento necessário para se reconstruir, ativar o modo fênix. A escrita da Rupi nos atinge com um baque tão forte que é preciso alguns segundos para respirar ao final de cada poesia. Por mais que a leitura te sufoca algumas vezes, não adianta, você vai querer prosseguir.