O dia em que a morte morreu de confusão, de Fernanda S. Matzenbacher

O título é uma das características de um livro que mais me chama a atenção, sem dúvidas. E o título desse livro me instigou no momento em que o li — O dia em que a morte morreu de confusão, o que esperar de uma história com esse nome? E, para minha surpresa, ao iniciar a leitura percebi que tão inusitado quanto o título são os personagens criados pela autora.

Átina, nossa protagonista, nasceu com uma cangalha no pescoço. Beltrano é um mendigo que, ao morrer, não foi aceito no céu. Baltazar, desiludido com a vida, decide abandonar sua profissão  de pintor de quadros e passa a maquiar defuntos. Florida, personagem de um quadro — pintado por Baltazar — que ganha vida e ajuda os demais em suas jornadas.


Porém, apesar de os personagens possuírem características incomuns, eles trazem consigo questões acerca da vida e da morte que rapidamente nos identificamos. A autora conseguiu construir personagens que são, ao mesmo tempo, peculiares e plurais; são singulares e também comuns.

Através das inquietações dos personagens somos conduzidos por uma história que nos convida a conhecer melhor a nós mesmos. Com uma escrita poética e carregada de significados nas entrelinhas a autora nos mostra que, muitas vezes, para ter um futuro é necessário olhar com mais cuidado para algumas sombras do passado, mesmo que revisita-las nos doa.

Sites novos + vídeos mais pedidos + sorteio

Nesse vídeo conto pra vocês algumas novidades sobre os sites que administro, faço um pedido especial para que votem nos vídeos que mais gostariam de ver no canal e tem sorteio do kit de setembro da tag curadoria.

Assista ao vídeo abaixo para conhecer todas as novidades e, claro, participar do sorteio desse kit que está lindo!


Todas as informações e regras do sorteio estão na descrição do vídeo, então acesse o canal pelo youtube clicando aqui e participe. Boa sorte ♥!

Kit enviado em setembro pela tag curadoria

Recebi da TAG - Experiências Literárias o kit enviado em setembro para os assinantes da tag curadoria. A curadora do mês foi a escritora mineira Conceição Evaristo que indicou o livro Eu sei por que o pássaro canta na gaiola de Maya Angelou.

Livro autobiográfico onde a autora revisita suas memórias para nos contar a sua história marcada por racismo e abuso. Maya, mulher, negra, criada no sul dos Estados Unidos pela sua avó paterna, alcançou sua libertação através da Literatura, pois transformou sua dor em palavras e nelas encontrou conforto.


Se você ainda não conhece, a TAG - Experiências Literárias é um clube de assinatura de livros. Os assinantes pagam um valor mensal e todo mês recebem em casa um kit surpresa. O kit é composto por 5 itens. Ele traz, além do livro (edição exclusiva em capa dura), uma revista com textos complementares sobre o autor, a obra e o curador, um mimo que tenha alguma relação com o livro (o do mês de setembro foi uma caixa com vários cartões postais), marcador e box colecionável.

Top 3 | As músicas mais ouvidas do momento

Música é algo muito presente no meu cotidiano, e, a meu ver, uma das formas de arte mais acessíveis e transformadoras. Alguns versos e acordes são capazes de fazer nascer em nós os mais diversos sentimentos instantaneamente — basta ouvir. Ouvir de verdade.


Então decidi compartilhar com vocês nessa playlist as três músicas que mais tem me acompanhado nos últimos dias, aquelas que mais tem falado ao meu coração atualmente. 

Onze Contos, de Will Monteath

Meu primeiro contato com o autor nacional Will Monteath foi através do seu romance Tulipas Azuis. Ontem, passeando pelo catálogo do kindle unlimted me deparei com o “Onze Contos” do mesmo autor e fiquei curiosa para conhecer suas histórias curtas, então iniciei a leitura.

Foi uma leitura bastante rápida, pois os onze contos presentes nesse livro são bem curtos, acredito que não levei mais que uma hora para lê-los. Algumas histórias são divertidas, outras carregam um humor bastante perspicaz, outras proporcionam reflexões.

Meus favoritos foram os contos "O homem limpo" e "A poupança de Gleice" que me fizeram pensar sobre a brevidade da vida, sobre as inquietações humanas, sobre nossa necessidade de mudança e de nos reinventarmos para nos sentirmos vivos, sobre como o ser importa mais que o ter. E, sobretudo, a importância de apreciarmos os caminhos que nos levam a algum sonho ou objetivo.

"Prisão domiciliar" e "Meu amigo Conrado" foram contos que me fizeram dar risada, o que foi bom, pois há tempos não me dedico a leituras leves. O "Novo por aqui" apesar de cômico é também trágico, pois nos faz pensar sobre nossa situação política atual, não muito animadora.

TOP 5 | Citações favoritas do livro A Cor Púrpura

A Cor Púrpura traz uma história que é, ao mesmo tempo, triste e inspiradora. Retrata muitos momentos difíceis, doídos. Momentos de abuso, sofrimento e desesperança. Mas, por outro lado, mostra muitos momentos de aprendizado, de construção. De se descobrir no mundo, se permitir.

Nos faz pensar também sobre preconceito, machismo, perdão, fé. E tudo de um jeito muito natural, sem impor nada ao leitor. Além de reflexões sobre o processo de se descobrir mulher e sobre sororidade — que é a união, a empatia, o companheirismo entre as mulheres.


Se tiverem oportunidade, não pensem duas vezes, leiam. Por mais que seja uma história sofrida ela também é capaz de nos ensinar muito sobre a vida e sobre nós mesmos. Abaixo compartilho com vocês as minhas 5 frases favoritas desse livro.

Entrevista com: Eric Novello

Recentemente desenvolvi um projeto de leitura em parceria com o grupo Companhia das Letras — o projeto Em Companhia dos Nacionais, cujo objetivo foi realizar leituras de livros nacionais publicados pela editora. O primeiro livro lido foi o Ninguém nasce herói do autor Eric Novello.


Ninguém nasce herói é um romance jovem adulto ambientado num futuro em que o Brasil é liderado por um fundamentalista religioso que dissemina o ódio e a perseguição a minorias. Tive a oportunidade de fazer algumas perguntas para o autor que você pode conferir a seguir.