Melhores leituras de 2021

No vídeo de hoje eu compartilho com vocês as melhores leituras que fiz no ano passado, 2021. Li poucos livros no último ano, mas fiz várias leituras que me marcaram. Espero que o vídeo abaixo sirva como sugestões de leituras pra vocês.

Os livros favoritos de 2021

A Filha Perdida (Elena Ferrante)

"A filha perdida" foi minha segunda experiência com a Ferrante. "Dias de abandono" foi o meu primeiro contato com a autora e, certamente, um dos livros mais impactantes que já li. Com a adaptação de "A Filha Perdida" chegando na Netflix, eu decidi ler o livro antes de assistir. E, minha segunda experiência com a autora foi igualmente marcante.

Aqui acompanhamos Leda, uma professora universitária de 47 anos, divorciada e mãe de duas filhas - Bianca e Marta - com seus 20 e poucos anos. Leda continua vivendo na Itália, enquanto suas duas filhas foram morar com o pai no Canadá. Leda decide tirar férias em uma cidade no litoral sul da Itália. Lá conhece uma família de napolitanos a quem passa a observar todos os dias em que vai à praia. E com isso relembra – e nós conhecemos – sua vivência com a maternidade.

Os conflitos de Leda enquanto mulher e mãe são muito reais. Vemos, através dela, a sobrecarga, o peso, a solidão que muitas mulheres enfrentam. Com a maternidade é necessário se redescobrir. E esse se redescobrir leva tempo, mas todos esperam que seja imediato.

Belo mundo, onde você está (Sally Rooney)

Terceiro romance publicado pela autora e gostei da experiência de leitura de todos eles. Se precisasse elencar, o favorito entre os três seria o “Pessoas normais”, acredito e, na sequência, “Belo mundo, onde você está”.

Gosto muito da forma como a autora constrói seus personagens e suas questões que, pra mim, soam honestas, válidas, reais. Nesse livro, as questões políticas que nos outros apareceram de forma sutil, se evidenciam, mas de forma coerente, pertinente, que se encaixa à vida dos personagens.

Aliás, essa é uma característica que continua: os livros da Sally são sobre PESSOAS. Pessoas adultas e suas questões em seus processos de amadurecimento. Seus amores, amizades, traumas, medos, vontades. Não espere grandes reviravoltas ou acontecimentos marcantes.

Eu te darei o Sol, de Jandy Nelson

Sou fascinado por dramas adolescentes. Confesso. Qualquer Young Adult (YA) já me arrebata. O que “Eu te darei o Sol” fez comigo é inexplicável, porque ele é muito mais que isso. Começo dizendo que estou admirado com o esforço e paciência da autora para criar algo tão diferente, real e esplêndido. Era um alívio quando eu acordava e via o livro ali do lado da minha cama, principalmente em dias difíceis. Tentei ler com calma, mas nas últimas páginas foi impossível. Tive que criar uma linha frenética de leitura paralela aos acontecimentos excitados dos últimos capítulos para não tornar a leitura um julgo desigual.

Autoretrato: Cara de vinte e cinco anos pilotando uma nave feita de livros viajando para a eterna adolescência.

Lidamos aqui com os gêmeos Noah e Jude. Filhos de uma mãe com alma artística e um pai cientista os dois são assustadoramente inteligentes e sensíveis à arte. Eles possuem a famosa “coisa de gêmeos” que é uma ligação que transcende todas as forças naturais unindo suas almas. A amizade dos dois é algo elevado e íntimo,  mesmo na disputa pela atenção dos pais e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia. Mas um garoto novo no bairro, mal-entendidos, mentiras, medos, corações partidos e uma perda trágica desencadeiam na vida dos dois um série de desilusões a ponto de perderem suas almas para opositores e ambos deixando de escanteio sua melhor qualidade: a  autenticidade. 

Noah é recluso. Possui poucos amigos – quase nenhum. Desenha com tanto prazer que isso se torna a coisa mais importante de sua vida.  Tem total atenção e admiração de sua mãe, o que leva sua irmã, Jude, sopitar de ciúmes. Ele é visto pelos outros como “o estranho” e trava  uma guerra interna com sua sexualidade. Jude é singular, livre e extremamente supersticiosa. Ela surfa e vive à risca tudo que está escrito na bíblia de superstições que sua avó deixou pra ela – e muitas vezes  a própria senhora Sweetwine vem lembrá-la  de algumas passagens. Pelo menos ela jura que é sua avó, aliás 22% da população se comunica com quem já se foi (segundo ela também).


Mulherzinhas (parte I), de Louisa May Alcott

Quais fãs de friends nunca tiveram vontade de ler o livro Mulherzinhas? Raríssimos, não é mesmo? Desde o dia em que dei muitas risadas no episódio em que o Joey guarda o livro  O Iluminado, de Stephen King no freezer e faz um acordo com a Rachel sobre ele ler Mulherzinhas e ela O iluminado eu tive muita vontade de lê-lo. Eu sou um apaixonado por clássicos e tive a grande sorte de encontrar este livro em uma feira de livros por um preço bem acessível. Assim que cheguei em casa o tirei da sacola e comecei a ler, na verdade eu devorei o livro. Mulherzinhas tem uma escrita encantadora,  inteligente e um ritmo muito agradável. A história é um ato de gentileza aos corações dos leitores, impossível não se sentir afagado por ela. Durante a leitura deste livro eu tive a sensação semelhante que tive aos ler O morro dos ventos uivantes, de Emily Brontë e ao assistir a série Anne with an E, da Netflix, ambos são meus favoritos da vida. 

Mulherzinhas traz a história de quatro irmãs. Sendo a mais velha, Meg com 16 anos e após ela Jo, Beth e Amy com 12. As quatro possuem personalidades bem diferentes, mas isso não impede as quatro irmãs de serem unidas e amistosas. A história se passa nos Estados Unidos durante a Guerra de Secessão. A família das meninas está passando por um momento muito delicado, com uma crise financeira e o pai ausente servindo o país.  A mãe precisa se desdobrar para manter a casa e o bem estar das garotas e para isso conta com a ajuda de uma serviçal, Hannah.

Durante uma festa em que Meg e Jo foram, enquanto Meg se perdia no salão de tanto dançar, Jo escondia da multidão e assim encontrou um garoto chamado Laurie, que era vizinho delas e que se sentia muito sozinho morando com o avô, um velho sério e rude. A amizade dos dois cresce a ponto das famílias também se unirem e essa união se torna leal e de grande importância para ambas as casas. O avô de Laurie passa amolecer seu coração com a presença das meninas e do bem que elas fazem para o seu neto. Beth, sua preferida, ganha a liberdade para entrar no seu casarão e tocar piano quando quiser e foram atos assim que transformaram a amizade dessas famílias em algo extremamente valioso e singular. 


Controle, de Natalia Borges Polesso

Logo após uma péssima experiência de leitura comecei a ler o livro Controle, da autora Natalia Borges Polesso. Nas primeiras páginas já fiquei tão preso que o desejo de engolir o livro de uma só vez foi intenso. Eu acredito muito na lei da atração e sinto que o meu interior recebeu este livro como um presente que ele precisava naquele momento. Este é o tipo de livro que nos revigora quando chegamos quase a esquecer do quão generosa uma leitura pode ser, nos tira do automático e traz de volta as emoções de uma boa leitura. Me antecipo dizendo que recomendo muito a leitura de Controle e que desejo muito ler outras coisas dessa autora que fez um trabalho genial aqui.

O livro traz como protagonista Maria Fernanda, que foi uma criança esperta, intensa e que amava viver aventuras com sua turma de amigos. Fazia de tudo e era super apaixonada por bicicletas e pelas emoções radicais que elas podem proporcionar. Teve uma infância comum acompanhada de seus amigos, sendo os principais, Joana, Davi e Alexandre. Fez tudo que uma criança normal podia fazer. Deu até um selinho quando cursava o sétimo ano. Foi em algum momento entre a pré-adolescência e a adolescência que algo aconteceu. Uma queda. Uma crise. Uma estranhez. Um diagnóstico: Epilepsia. 

Depois da primeira crise vieram várias outras e mais outras. Surgiram no meio do furacão as piadinhas maldosas dos colegas, a superproteção dos pais, o afastamento, a vida infrequente. Nanda não era mais tão autêntica, aprendeu a viver dentro de uma concha que a isolava da vida real. Só existia uma realidade pra ela agora, a doença. Depois de diagnosticada com "atividade excessiva e anormal de células cerebrais" veio limitação, a falta de esforço, a acomodação e o pior perigo de todos: a zona de conforto. Seus pais resolviam tudo e foi assim que tomaram o controle de sua vida. 


Aplicativo de friends em comemoração aos 25 anos de lançamento da série

A série Friends, que se tornou um fenômeno, estreou em setembro de 1994. Nesse ano, 2019, comemora-se 25 anos de sua estreia. E as comemorações estão acontecendo de diversas formas. Além da exposição especial da série em São Paulo, a Warner Channel transmitirá ininterruptamente as dez temporadas a partir dessa quarta-feira (18); terminando no domingo (22).

E mais uma novidade das comemorações do 25º aniversário da série é o lançamento do aplicativo Friends 25, disponível para Android e IOS. No aplicativo você encontra: quiz com perguntas sobre acontecimentos de todas as temporadas da série; frases e filtros em 3D com referências à série e aos bordões de cada personagem.


Além disso o aplicativo também disponibiliza papéis de parede temáticos para celular e receitas de pratos feitos pelos personagens na série. Se você, assim como eu, é da série, baixe o aplicativo e relembre um pouco das histórias presentes nas 10 temporadas.