Onze Contos, de Will Monteath

Meu primeiro contato com o autor nacional Will Monteath foi através do seu romance Tulipas Azuis. Ontem, passeando pelo catálogo do kindle unlimted me deparei com o “Onze Contos” do mesmo autor e fiquei curiosa para conhecer suas histórias curtas, então iniciei a leitura.

Foi uma leitura bastante rápida, pois os onze contos presentes nesse livro são bem curtos, acredito que não levei mais que uma hora para lê-los. Algumas histórias são divertidas, outras carregam um humor bastante perspicaz, outras proporcionam reflexões.

Meus favoritos foram os contos "O homem limpo" e "A poupança de Gleice" que me fizeram pensar sobre a brevidade da vida, sobre as inquietações humanas, sobre nossa necessidade de mudança e de nos reinventarmos para nos sentirmos vivos, sobre como o ser importa mais que o ter. E, sobretudo, a importância de apreciarmos os caminhos que nos levam a algum sonho ou objetivo.

"Prisão domiciliar" e "Meu amigo Conrado" foram contos que me fizeram dar risada, o que foi bom, pois há tempos não me dedico a leituras leves. O "Novo por aqui" apesar de cômico é também trágico, pois nos faz pensar sobre nossa situação política atual, não muito animadora.

TOP 5 | Citações favoritas do livro A Cor Púrpura

A Cor Púrpura traz uma história que é, ao mesmo tempo, triste e inspiradora. Retrata muitos momentos difíceis, doídos. Momentos de abuso, sofrimento e desesperança. Mas, por outro lado, mostra muitos momentos de aprendizado, de construção. De se descobrir no mundo, se permitir.

Nos faz pensar também sobre preconceito, machismo, perdão, fé. E tudo de um jeito muito natural, sem impor nada ao leitor. Além de reflexões sobre o processo de se descobrir mulher e sobre sororidade — que é a união, a empatia, o companheirismo entre as mulheres.


Se tiverem oportunidade, não pensem duas vezes, leiam. Por mais que seja uma história sofrida ela também é capaz de nos ensinar muito sobre a vida e sobre nós mesmos. Abaixo compartilho com vocês as minhas 5 frases favoritas desse livro.

Entrevista com: Eric Novello

Recentemente desenvolvi um projeto de leitura em parceria com o grupo Companhia das Letras — o projeto Em Companhia dos Nacionais, cujo objetivo foi realizar leituras de livros nacionais publicados pela editora. O primeiro livro lido foi o Ninguém nasce herói do autor Eric Novello.


Ninguém nasce herói é um romance jovem adulto ambientado num futuro em que o Brasil é liderado por um fundamentalista religioso que dissemina o ódio e a perseguição a minorias. Tive a oportunidade de fazer algumas perguntas para o autor que você pode conferir a seguir.

Eu sou uma farsa?

Por muito tempo era difícil — mais difícil — para mim tomar decisões, qualquer que fosse, pois eu sempre me exigia certezas. Tinha receio de decidir fazer ou falar algo e, depois de algum tempo, mudar de opinião. E, por ter mudado, soar falsa para as outras pessoas. 

Com o tempo aprendi e aceitei que mudar faz parte do processo de cada um, precisamos encarar esses processos como algo saudável e não como um problema. Encontramos certa calmaria quando aceitamos a nossa complexidade, nos é permitido abandonar certezas e isso não nos torna menos verdadeiros.


Livros para ler até o fim do ano


Nesse vídeo compartilho com vocês quais são as minhas leituras atuais nesse finalzinho de ano. Comento sobre 4 livros sendo, um deles, uma releitura. Será que consigo concluir até o final de 2017?