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Mulheres que receberam o Nobel de Literatura

O Prêmio Nobel de Literatura foi criado em 1901 e é atribuído a um autor ou autora de qualquer nacionalidade. Desde que foi criado — em quase todos os anos — a Academia Sueca faz a entrega do prêmio. Nesses seus 118 anos de existência, 114 pessoas já foram premiadas.

A premiação só não aconteceu nos períodos de guerra e também não aconteceu em 2018. Isso porque, no ano passado, alguns membros da Academia Sueca e da própria Fundação do Nobel foram acusados de assédio e agressão sexual.


Foi noticiado no início desse ano que, em 2019, o prêmio será atribuído a duas pessoas para compensar a suspensão do prêmio em 2018. Na nota, emitida pelo Conselho de Administração da Fundação Nobel, eles avisam que foram tomadas medidas para restabelecer a confiança na instituição e no prêmio.

Um brasileiro nunca recebeu o Nobel de Literatura. Aliás, em língua portuguesa apenas um autor já foi premiado: José Saramago. Apenas seis autores latino americanos já receberam o Nobel de Literatura e, desses seis, apenas uma mulher.

Uma receita para a liberdade, de Maurício Rosa

Quando conheci o livro do Maurício Rosa foi a premissa que logo chamou a minha atenção, pois se trata de uma história que envolve suspense, crime, drama e gastronomia. Não sei vocês, mas eu nunca tinha lido nada que trouxesse a junção desses elementos e já adianto que foi uma mistura improvável (e inusitada) que deu certo.

O livro começa com uma carta de uma mãe para um filho escrita em 1990 e, através dessa carta, sabemos que eles estão separados há dois anos e que o filho está em um orfanato sob os cuidados de uma agente social, mas, a princípio, nós não sabemos o motivo da separação.

A mãe que escreveu a carta é a Anabela e, à medida que avançamos na história, sabemos que ela está em uma clínica de reabilitação porque cometeu um crime. E durante algum tempo da leitura ficamos nos questionando: qual foi o crime que ela cometeu? E porque ela está em uma clínica e não em uma prisão? Depois de alguns capítulos encontramos as respostas para essas perguntas.

Anabela, antes da internação, era uma chefe de cozinha de muito prestígio. E após algum tempo nessa clínica, ela recebe uma proposta da diretora do lugar. A diretora — além de corrupta — é também dona de um restaurante e quer ganhar um concurso gastronômico muito importante. Se Anabela ajudá-la a vencer o concurso terá sua pena reduzida.

Deus ajude essa criança, de Toni Morrison

Deus ajude essa criança foi o livro que selecionei para ler em fevereiro na minha meta dos 12 livros para 2019. Fiz uma lista temática escolhendo, para cada mês, um autor ou autora aniversariante. A autora do mês, Toni Morrison, completou 88 anos no dia 18 de fevereiro.

Toni Morrison é escritora, editora e professora estadunidense. Publicou o seu primeiro romance em 1970, aos 39 anos. E, 23 anos após seu primeiro romance ter sido publicado, recebeu o prêmio Nobel de Literatura. Sendo, em 1993, a primeira mulher negra a receber esse prêmio.

Deus ajude essa criança (God Help the Child no original) foi publicado em 2015 (chegou ao Brasil em 2018 pela Companhia das Letras) e é o décimo primeiro romance da autora. Toni Morrison é negra e o racismo é tema frequente na maioria das suas obras. Nesse livro, além do racismo a autora aborda também o colorismo.

A questão do colorismo já havia sido abordada pela autora em seu primeiro romance, O olho mais azul (livro que ficou esgotado no Brasil por algum tempo, mas recentemente ganhou nova edição pela TAG Curadoria). Explicando de maneira simplificada, colorismo significa que quanto mais pigmentada for a pele de uma pessoa, mais excluída e discriminada ela será. Isso significa que a tonalidade da pele de uma pessoa negra poderá diferenciar a forma que ela é tratada, sendo ‘melhor aceitos’ os tons mais claros.

Os ovos azuis da serpente, de Roberto Marcos

Os ovos azuis da serpente, livro publicado em 2017 de forma independente pelo autor mineiro Roberto Marcos, traz a história de quatro personagens um tanto peculiares e, ao nos apresentar a vida de cada um deles, o autor consegue levantar questionamentos necessários e muitas vezes incômodos.

Conhecemos Bella Flor (A Caçadora de Prazeres), por trabalhar como prostituta é uma mulher que recebe olhares incriminadores  e comentários hostis por parte de muitos — talvez até do próprio leitor. Ela possui alguns critérios para selecionar os seus clientes e não cobra pelos programas que faz. Aos poucos vamos conhecendo melhor a sua história e as suas motivações. Benjamin (O fazedor de dinheiro), personagem pragmático, sistemático que ganha a vida emprestando dinheiro a jurus altíssimos. Bizet (A aprendiz de bruxarias) herdou bastante conhecimento esotérico da sua avó — sobre magia e plantas medicinais. Por essa razão ela é tida por bruxa, assim como algumas de suas ancestrais. Bento (O quase morto quase vivo) que vive — praticamente — num estado vegetativo. Mas não porque tem alguma doença e sim porque vive na inércia, em momentos de contemplação.

Esses quatro personagens — juntamente com o porteiro 'faz tudo' — são os únicos moradores de um mesmo edifício — o edifício Parque dos Pardais. Por morarem no mesmo prédio imaginamos, a princípio, que se eles não são amigos são, pelo menos, conhecidos. Mas não. Eles sequer se veem, não têm um mínimo de convivência. E, essa privacidade é possível porque em cada andar do prédio, tem apenas um apartamento.

Como não poderia deixar de ser, existe muito boato na vizinhança acerca da vida dessas pessoas, muito se especula sobre as vidas tão reclusas que levam. O próprio porteiro do prédio — Antonio Taiobeiras — sempre que tem uma oportunidade aproveita para bisbilhotar a vida dos demais moradores do prédio.

Então, esses personagens que, em um primeiro momento, parecem tão diferentes entre si, têm algo em comum: o isolamento, a solidão. Mas não só, vamos descobrindo, aos poucos, o que os conecta. Acontecimentos traumáticos, assassinatos, vidas de aparências onde tentavam transmitir algo que não eram. À medida que avançamos na leitura somos surpreendidos mais e mais com os fatos que surgem; muito mistério envolve a vida de todos eles.

Édipo Rei, de Sófocles

Édipo Rei é uma peça de teatro grega — uma tragédia grega — escrita por Sófocles por volta de 427 a.C.. E é considerada por muitos, inclusive por Aristóteles, como o mais perfeito exemplo de tragédia grega. 

Sófocles foi muito prestigiado pelas peças que escreveu recebendo, ainda em vida, vários prêmios por suas publicações. E ele produziu bastante, é estimado que tenha escrito cerca de 120 peças, mas infelizmente muitas delas se perderam; dessas 120 apenas 7 restaram inteiras. Uma das peças que ficaram inteiras é Édipo Rei que faz parte da Trilogia Tebana. Essa trilogia é composta pelas peças: Édipo Rei, Édipo em Colono e Antígona.

Ao lado de Romeu e Julieta e Hamlet, de Shakespeare. Édipo Rei é a peça de teatro mais conhecida da literatura ocidental. E é uma obra interessante de ser lida, claro, pela sua importância para a literatura, mas é uma leitura de fato interessante. Talvez o fato de ter sido publicada em 427 a.C afaste algumas pessoas dessa leitura, por achar que vai ser difícil, enfadonho e com um vocabulário incompreensível. Mas não é. É uma leitura que prende, instiga e flui muito bem. No vídeo abaixo comento com vocês as minhas impressões sobre essa leitura.

Caninos Brancos, de Jack London

Caninos Brancos foi minha leitura de janeiro da meta dos 12 livros para 2019. Fiz uma lista temática selecionando para cada mês um autor aniversariante. Jack London nasceu no dia 12 de janeiro de 1876 e morreu jovem, aos 40 anos. Mas mesmo com uma vida relativamente curta ele produziu bastante, tendo escrito mais de 50 livros; entre romances e contos.

London teve uma vida movimentada, cheia de desafios e aventuras. E, assim como tantos autores, ele escreveu sobre as realidades que viveu, sendo uma das mais conhecidas a realidade da corrida do ouro no Alasca, na qual se insere Caninos Brancos.

Em 1903, Jack London publicou o seu segundo romance: O Chamado Selvagem, nele o autor traz a história de um cão doméstico que precisa se adaptar à vida na floresta e se transforma em um lobo selvagem. Em 1906 publicou Caninos Brancos e, nesse livro, o autor faz o caminho inverso, pois traz a história de um lobo que acaba sendo domesticado pela civilização. 

O autor se utiliza da história de vida de um lobo como uma analogia ao próprio ser humano. A princípio tive receio de que fosse uma leitura entediante e inverossímil, mas não é. É uma leitura interessante e envolvente; uma ideia inusitada que o autor consegue executar de forma admirável.

Sites novos + vídeos mais pedidos + sorteio

Nesse vídeo conto pra vocês algumas novidades sobre os sites que administro, faço um pedido especial para que votem nos vídeos que mais gostariam de ver no canal e tem sorteio do kit de setembro da tag curadoria.

Assista ao vídeo abaixo para conhecer todas as novidades e, claro, participar do sorteio desse kit que está lindo!


Todas as informações e regras do sorteio estão na descrição do vídeo, então acesse o canal pelo youtube clicando aqui e participe. Boa sorte ♥!

TOP 5 | Citações favoritas do livro A Cor Púrpura

A Cor Púrpura traz uma história que é, ao mesmo tempo, triste e inspiradora. Retrata muitos momentos difíceis, doídos. Momentos de abuso, sofrimento e desesperança. Mas, por outro lado, mostra muitos momentos de aprendizado, de construção. De se descobrir no mundo, se permitir.

Nos faz pensar também sobre preconceito, machismo, perdão, fé. E tudo de um jeito muito natural, sem impor nada ao leitor. Além de reflexões sobre o processo de se descobrir mulher e sobre sororidade — que é a união, a empatia, o companheirismo entre as mulheres.


Se tiverem oportunidade, não pensem duas vezes, leiam. Por mais que seja uma história sofrida ela também é capaz de nos ensinar muito sobre a vida e sobre nós mesmos. Abaixo compartilho com vocês as minhas 5 frases favoritas desse livro.

Entrevista com: Eric Novello

Recentemente desenvolvi um projeto de leitura em parceria com o grupo Companhia das Letras — o projeto Em Companhia dos Nacionais, cujo objetivo foi realizar leituras de livros nacionais publicados pela editora. O primeiro livro lido foi o Ninguém nasce herói do autor Eric Novello.


Ninguém nasce herói é um romance jovem adulto ambientado num futuro em que o Brasil é liderado por um fundamentalista religioso que dissemina o ódio e a perseguição a minorias. Tive a oportunidade de fazer algumas perguntas para o autor que você pode conferir a seguir.

Eu sou uma farsa?

Por muito tempo era difícil — mais difícil — para mim tomar decisões, qualquer que fosse, pois eu sempre me exigia certezas. Tinha receio de decidir fazer ou falar algo e, depois de algum tempo, mudar de opinião. E, por ter mudado, soar falsa para as outras pessoas. 

Com o tempo aprendi e aceitei que mudar faz parte do processo de cada um, precisamos encarar esses processos como algo saudável e não como um problema. Encontramos certa calmaria quando aceitamos a nossa complexidade, nos é permitido abandonar certezas e isso não nos torna menos verdadeiros.


Livros para ler até o fim do ano


Nesse vídeo compartilho com vocês quais são as minhas leituras atuais nesse finalzinho de ano. Comento sobre 4 livros sendo, um deles, uma releitura. Será que consigo concluir até o final de 2017?

12 perguntas sobre filmes


Há muito tempo não falava sobre filmes aqui no blog ou no canal, por isso decidi responder uma TAG com 12 perguntas sobre o assunto. Falei do meu filme favorito, diretor favorito, atores e atrizes favoritos e mais! 

LIVROS NOVOS | Outubro e novembro, 2017

Nesse vídeo mostro os livros que recebi — de editoras e autores — nos meses de outubro e novembro de 2017. Assista ao vídeo abaixo e me conte se já leu algum dos livros citados e o que achou dele!

Sua alteza Marie Claire, de Lobato Magalhães

Sua Alteza Marie Claire. A princesa e a bloguista foi a minha primeira experiência com a obra do autor Lobato Magalhães, mas esse não é o seu primeiro livro publicado. Sua primeira publicação foi um livro de contos intitulado Sensibilidade: artigo de luxo e, posteriormente, seu primeiro romance com o título de A Menina da Gargantilha.

O autor ambientou a história de Sua Alteza Marie Claire no ano de 1780, no Reino de Bergamota. Nela conhecemos a princesa Marie Claire que, por conta de seu temperamento, acaba dificultando as possibilidades de casamento que seus pais a oferecem. Quando aparece um pretendente por quem ela se interessa - o Príncipe da Prússia - ela teme que seus planos sejam afetados por conta da presença de Nívea, a bloguista.

Lobato Magalhães nos apresenta uma história com uma leitura fluida que surpreende e diverte. Assista ao vídeo abaixo para saber mais sobre as minhas impressões desse livro.

CRIANÇA QUE LÊ | Com Giovana, 10 anos

Ler para uma criança e incentivar a leitura é algo que faz a diferença. Nesse vídeo tenho uma convidada mais que especial que falou um pouco sobre o seu gosto literário. Como qual seu tipo de história favorita, primeiro livro lido, e mais.

ERROS DE GRAVAÇÃO #3


Vídeo descontraído com alguns dos meus erros de gravação dos vídeos do canal. Aquelas partes embaraçosas que, geralmente, cortamos no momento da edição. Espero que gostem e se divirtam um pouco com eles. :)

TAG | EU NUNCA LITERÁRIO

Nesse vídeo respondi as 10 perguntas da tag "eu nunca literário" ou "eu nunca book tag". Tag descontraída pra gente conversar um pouco sobre literatura e apresentar pra vocês algumas das minhas preferências literárias! 

Persépolis, de Marjane Satrapi

Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do Regime Xiita, apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em Persépolis, o popular encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama, e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.

Vamos ler Stephen King?

Finalmente está no ar o vídeo com a introdução do projeto de leitura Stephen King! Para saber como participar dessa leitura conjunta e concorrer a 1 exemplar do livro Quatro Estações continue lendo esse post e assista ao vídeo.

Livros favoritos do Stephen King

Um fato que desperta minha curiosidade é descobrir o que autores e autoras que eu admiro, gostam de ler, ouvir, escutar. Por isso comecei essa série de vídeos no canal, para compartilhar com vocês alguns dos livros favoritos de pessoas que admiro. No vídeo abaixo comento um pouco sobre os 10 livros favoritos de Stephen King.