Mostrando postagens com marcador Resenha em vídeo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Resenha em vídeo. Mostrar todas as postagens

Este é o Mar, de Mariana Enriquez

Em Este é o Mar, Mariana Enriquez constrói uma história que une o sobrenatural ao real. A autora nos apresenta um universo em que as lendas do rock são criadas por criaturas mitológicas femininas. Criaturas que estão sempre em movimento, que nunca dormem e que se alimentam da devoção das fãs humanas pelos astros do rock.

Essas criaturas conseguem se misturar aos humanos e viver no meio deles sem que eles saibam quem elas realmente são. E, dessa forma, utilizam de sua influência e poder, para incentivarem os humanos a consumirem freneticamente o trabalho de algum músico para que assim, ele se torne uma lenda, se torne inesquecível.


Temos foco na história da Helena que é uma dessas criaturas mitológicas. No início ela vive no Enxame, ou seja, ela e milhares dessas criaturas se misturam às fãs humanas para estimularem essa idolatria a alguma banda ou artista. Mas a Helena quer mais, ela quer se tornar uma Luminosa. E para isso precisa conseguir tornar o James Evans, vocalista de uma banda chamada Fallen, uma lenda do rock. E ela não mede esforços pra que isso aconteça. Aliás, esse foi um fato surpreendente durante a leitura, as coisas que ela teve coragem de fazer.

Uma receita para a liberdade, de Maurício Rosa

Quando conheci o livro do Maurício Rosa foi a premissa que logo chamou a minha atenção, pois se trata de uma história que envolve suspense, crime, drama e gastronomia. Não sei vocês, mas eu nunca tinha lido nada que trouxesse a junção desses elementos e já adianto que foi uma mistura improvável (e inusitada) que deu certo.

O livro começa com uma carta de uma mãe para um filho escrita em 1990 e, através dessa carta, sabemos que eles estão separados há dois anos e que o filho está em um orfanato sob os cuidados de uma agente social, mas, a princípio, nós não sabemos o motivo da separação.

A mãe que escreveu a carta é a Anabela e, à medida que avançamos na história, sabemos que ela está em uma clínica de reabilitação porque cometeu um crime. E durante algum tempo da leitura ficamos nos questionando: qual foi o crime que ela cometeu? E porque ela está em uma clínica e não em uma prisão? Depois de alguns capítulos encontramos as respostas para essas perguntas.

Anabela, antes da internação, era uma chefe de cozinha de muito prestígio. E após algum tempo nessa clínica, ela recebe uma proposta da diretora do lugar. A diretora — além de corrupta — é também dona de um restaurante e quer ganhar um concurso gastronômico muito importante. Se Anabela ajudá-la a vencer o concurso terá sua pena reduzida.

Deus ajude essa criança, de Toni Morrison

Deus ajude essa criança foi o livro que selecionei para ler em fevereiro na minha meta dos 12 livros para 2019. Fiz uma lista temática escolhendo, para cada mês, um autor ou autora aniversariante. A autora do mês, Toni Morrison, completou 88 anos no dia 18 de fevereiro.

Toni Morrison é escritora, editora e professora estadunidense. Publicou o seu primeiro romance em 1970, aos 39 anos. E, 23 anos após seu primeiro romance ter sido publicado, recebeu o prêmio Nobel de Literatura. Sendo, em 1993, a primeira mulher negra a receber esse prêmio.

Deus ajude essa criança (God Help the Child no original) foi publicado em 2015 (chegou ao Brasil em 2018 pela Companhia das Letras) e é o décimo primeiro romance da autora. Toni Morrison é negra e o racismo é tema frequente na maioria das suas obras. Nesse livro, além do racismo a autora aborda também o colorismo.

A questão do colorismo já havia sido abordada pela autora em seu primeiro romance, O olho mais azul (livro que ficou esgotado no Brasil por algum tempo, mas recentemente ganhou nova edição pela TAG Curadoria). Explicando de maneira simplificada, colorismo significa que quanto mais pigmentada for a pele de uma pessoa, mais excluída e discriminada ela será. Isso significa que a tonalidade da pele de uma pessoa negra poderá diferenciar a forma que ela é tratada, sendo ‘melhor aceitos’ os tons mais claros.

Os ovos azuis da serpente, de Roberto Marcos

Os ovos azuis da serpente, livro publicado em 2017 de forma independente pelo autor mineiro Roberto Marcos, traz a história de quatro personagens um tanto peculiares e, ao nos apresentar a vida de cada um deles, o autor consegue levantar questionamentos necessários e muitas vezes incômodos.

Conhecemos Bella Flor (A Caçadora de Prazeres), por trabalhar como prostituta é uma mulher que recebe olhares incriminadores  e comentários hostis por parte de muitos — talvez até do próprio leitor. Ela possui alguns critérios para selecionar os seus clientes e não cobra pelos programas que faz. Aos poucos vamos conhecendo melhor a sua história e as suas motivações. Benjamin (O fazedor de dinheiro), personagem pragmático, sistemático que ganha a vida emprestando dinheiro a jurus altíssimos. Bizet (A aprendiz de bruxarias) herdou bastante conhecimento esotérico da sua avó — sobre magia e plantas medicinais. Por essa razão ela é tida por bruxa, assim como algumas de suas ancestrais. Bento (O quase morto quase vivo) que vive — praticamente — num estado vegetativo. Mas não porque tem alguma doença e sim porque vive na inércia, em momentos de contemplação.

Esses quatro personagens — juntamente com o porteiro 'faz tudo' — são os únicos moradores de um mesmo edifício — o edifício Parque dos Pardais. Por morarem no mesmo prédio imaginamos, a princípio, que se eles não são amigos são, pelo menos, conhecidos. Mas não. Eles sequer se veem, não têm um mínimo de convivência. E, essa privacidade é possível porque em cada andar do prédio, tem apenas um apartamento.

Como não poderia deixar de ser, existe muito boato na vizinhança acerca da vida dessas pessoas, muito se especula sobre as vidas tão reclusas que levam. O próprio porteiro do prédio — Antonio Taiobeiras — sempre que tem uma oportunidade aproveita para bisbilhotar a vida dos demais moradores do prédio.

Então, esses personagens que, em um primeiro momento, parecem tão diferentes entre si, têm algo em comum: o isolamento, a solidão. Mas não só, vamos descobrindo, aos poucos, o que os conecta. Acontecimentos traumáticos, assassinatos, vidas de aparências onde tentavam transmitir algo que não eram. À medida que avançamos na leitura somos surpreendidos mais e mais com os fatos que surgem; muito mistério envolve a vida de todos eles.

Édipo Rei, de Sófocles

Édipo Rei é uma peça de teatro grega — uma tragédia grega — escrita por Sófocles por volta de 427 a.C.. E é considerada por muitos, inclusive por Aristóteles, como o mais perfeito exemplo de tragédia grega. 

Sófocles foi muito prestigiado pelas peças que escreveu recebendo, ainda em vida, vários prêmios por suas publicações. E ele produziu bastante, é estimado que tenha escrito cerca de 120 peças, mas infelizmente muitas delas se perderam; dessas 120 apenas 7 restaram inteiras. Uma das peças que ficaram inteiras é Édipo Rei que faz parte da Trilogia Tebana. Essa trilogia é composta pelas peças: Édipo Rei, Édipo em Colono e Antígona.

Ao lado de Romeu e Julieta e Hamlet, de Shakespeare. Édipo Rei é a peça de teatro mais conhecida da literatura ocidental. E é uma obra interessante de ser lida, claro, pela sua importância para a literatura, mas é uma leitura de fato interessante. Talvez o fato de ter sido publicada em 427 a.C afaste algumas pessoas dessa leitura, por achar que vai ser difícil, enfadonho e com um vocabulário incompreensível. Mas não é. É uma leitura que prende, instiga e flui muito bem. No vídeo abaixo comento com vocês as minhas impressões sobre essa leitura.

Caninos Brancos, de Jack London

Caninos Brancos foi minha leitura de janeiro da meta dos 12 livros para 2019. Fiz uma lista temática selecionando para cada mês um autor aniversariante. Jack London nasceu no dia 12 de janeiro de 1876 e morreu jovem, aos 40 anos. Mas mesmo com uma vida relativamente curta ele produziu bastante, tendo escrito mais de 50 livros; entre romances e contos.

London teve uma vida movimentada, cheia de desafios e aventuras. E, assim como tantos autores, ele escreveu sobre as realidades que viveu, sendo uma das mais conhecidas a realidade da corrida do ouro no Alasca, na qual se insere Caninos Brancos.

Em 1903, Jack London publicou o seu segundo romance: O Chamado Selvagem, nele o autor traz a história de um cão doméstico que precisa se adaptar à vida na floresta e se transforma em um lobo selvagem. Em 1906 publicou Caninos Brancos e, nesse livro, o autor faz o caminho inverso, pois traz a história de um lobo que acaba sendo domesticado pela civilização. 

O autor se utiliza da história de vida de um lobo como uma analogia ao próprio ser humano. A princípio tive receio de que fosse uma leitura entediante e inverossímil, mas não é. É uma leitura interessante e envolvente; uma ideia inusitada que o autor consegue executar de forma admirável.

Suprema, de Danilo Morales

Suprema é um livro de terror nacional do escritor e cineasta Danilo Morales; membro da ABERST (Associação Brasileira dos Escritores de Romance Policial Suspense e Terror) e criador do Festival POE de cinema fantástico de São José dos Campos.

A história do Suprema começa com a protagonista, Nina, chegando em São José dos Campos, lugar em que espera ter a oportunidade de recomeçar sua vida e ascender de classe. Acontecimentos um tanto traumáticos a fizeram deixar sua cidade natal, pois tendo sofrido abusos, a vítima acaba se tornando a culpada aos olhos de uma sociedade machista — e aos olhos, inclusive, de sua própria família.

Recém chegada em São José dos Campos, Nina se hospeda em um hotel barato e consegue emprego em uma lanchonete. E ali, atendendo clientes, acaba conhecendo Angelique, com quem, depois de um tempo, passa a dividir o apartamento. Angelique abre não só as portas de sua casa para Nina, ela abre também um novo mundo de possibilidades quando a introduz a Wicca.

E é a partir daí que história cresce, pois ao conhecer a magia, Nina resgata traumas do passado e concentra toda sua energia em se vingar daqueles que considera culpados por todo sofrimento que viveu. Ignorando o alerta que sempre recebeu de Angelique: “Tudo aquilo feito para o bem ou para o mal volta triplicado”; Nina se envolve com o lado mais obscuro da magia e fica obcecada em causar sofrimento a todos que a fizeram sofrer. Passando por cima de tudo e todos que se colocarem em seu caminho.

Círculos, de L.A. Tecau

Você se orgulha de todas as atitudes que teve ao longo da vida? Creio que não. É fato que aprendemos com nossas escolhas — com os erros e acertos que vem com elas —, mas acredito que todos convivemos com certas ações que gostaríamos de esquecer que tivemos ou, pelo menos, gostaríamos que ninguém, além de nós, soubesse. Em Círculos alguns personagens não tem essa opção, pois as suas piores atitudes são reveladas a outras pessoas em um grande espetáculo — ou melhor, em um show de horrores — sem que eles tenham qualquer controle sobre isso.

Círculos é uma novela de suspense ambientada na pequena cidade de Caramuru, Santa Catarina. Nosso protagonista é o Guilherme — ou Guy como é mais conhecido. Guy é cadeirante, perdeu, de um dia para o outro, o movimento das pernas e os médicos nunca souberam explicar o motivo.

Guy tem uma irmã, Catarina, que trabalha em um jornal que divulga notícias não muito convencionais. Atualmente está escrevendo uma reportagem sobre os círculos misteriosos que apareceram em sua cidade natal, Caramuru — não é a primeira vez que se tem notícia da aparição deles na cidade. Catarina não mora mais lá, mas Guy sim. Uma vez por mês Catarina vai a Caramuru visitar o seu irmão e, dessa vez, vai aproveitar a viagem para fotografar o lugar onde os círculos misteriosos apareceram para deixar sua reportagem mais completa.

Sua alteza Marie Claire, de Lobato Magalhães

Sua Alteza Marie Claire. A princesa e a bloguista foi a minha primeira experiência com a obra do autor Lobato Magalhães, mas esse não é o seu primeiro livro publicado. Sua primeira publicação foi um livro de contos intitulado Sensibilidade: artigo de luxo e, posteriormente, seu primeiro romance com o título de A Menina da Gargantilha.

O autor ambientou a história de Sua Alteza Marie Claire no ano de 1780, no Reino de Bergamota. Nela conhecemos a princesa Marie Claire que, por conta de seu temperamento, acaba dificultando as possibilidades de casamento que seus pais a oferecem. Quando aparece um pretendente por quem ela se interessa - o Príncipe da Prússia - ela teme que seus planos sejam afetados por conta da presença de Nívea, a bloguista.

Lobato Magalhães nos apresenta uma história com uma leitura fluida que surpreende e diverte. Assista ao vídeo abaixo para saber mais sobre as minhas impressões desse livro.

Persépolis, de Marjane Satrapi

Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do Regime Xiita, apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em Persépolis, o popular encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama, e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.

Cinco dias de sonho, de Leonardo Silva

Cinco dias de sonho é um romance de ficção científica nacional, publicado no ano passado pelo autor Leonardo Silva. Ótima opção de leitura para aqueles que querem começar a ler livros do gênero e também para os que (assim com eu!)  já gostam desse tipo de leitura. No vídeo abaixo compartilho minha experiência com essa leitura que, já adianto, recomendo!

Nem Fred Explica, de Cleu Nacif | + SORTEIO

Fred é um psicólogo de 29 anos, que vive atormentado pelos pesadelos e lembranças de quando seus pais morreram em um acidente de carro, dez anos antes. Ele divide um apartamento com a irmã, Marcela, que não poderia ser mais diferente. Aspirante a atriz, Marcela é uma jovem cheia de vida que adora se divertir, aparentando ter lidado melhor com a morte dos pais do que o irmão, o que acabou criando uma barreira entre os dois. Após um incidente na primeira consulta de Fred com Débora, sua nova paciente, ele tem um ataque de ansiedade e desmaia no colo da garota. Por causa disso, Marcela acaba conhecendo Débora e as duas começam a se encontrar às escondidas, envolvendo-se cada vez mais, enquanto Fred se afunda em um buraco de bebedeira e depressão, levando o relacionamento com a irmã a um ponto caótico.

Império de Vidro, de Flávia Marcelino | + SORTEIO

Quando o telefone do detetive Oliver King toca às três da madrugada, em plena noite de Natal, ele imagina que seja apenas seu amigo e parceiro de polícia, Kyle Woodstock, pregando-lhe uma peça. Entretanto, não estava preparado para o que viria a seguir: Florence, uma empresária da alta classe londrina, dona de uma agência internacional de modelos, é assassinada em sua própria mansão, durante a festa natalina. O crime desencadeia descobertas da face mais obscura da sociedade, revelando que nem tudo é o que parece. Diante do cenário cada vez mais intrigante, e de jogos de aparência, os detetives da polícia de Londres precisam descobrir a identidade do assassino. “Império de vidro” é uma trama dinâmica e envolvente, com um desfecho inusitado.

Desonra, de J. M. Coetzee

Coetzee nasceu na África do Sul, na Cidade do Cabo, em 1940. Mas começa a escrever seu primeiro livro nos Estados Unidos, quando estava vivendo lá — isso na década de 70. Seu primeiro livro, Dusklands, foi publicado em 1974. Desonra foi publicado em 1999 e rendeu ao autor o Booker Prize pela segunda vez. Já havia recebido esse prêmio em 1983 com o livro Life and times of Michael K. O autor também já foi agraciado com o prêmio Nobel de Literatura, em 2003.

Desonra traz uma história aparentemente simples, mas só aparentemente, pois é uma história carregada de significados. Ambientado na África do Sul, pós apartheid, acompanhamos os dilemas de vários personagens, o desafio da vida em sociedade e a importância da empatia. Entender e aceitar uma realidade diferente pode ser bastante desafiador.

Dedo, de Justum

Sinopse: Abordando o realismo fantástico, a crítica social, o lirismo, o humor, a fábula, a ironia, o chulo. O livro Dedo é um conjunto de pequenos contos que ora se aproximam, ora se distanciam na narrativa e no estilo, fazendo com que o leitor percorra uma viagem por caminhos nem sempre paralelos. As mulheres, os homens, os bichos, deus, anjos, ricos, pobres, governantes, governados, a moral, os hábitos... tudo se mistura — ou seria nunca se mistura? Numa narrativa enxuta que costura mundos complexos. Em poucas palavras e brincando com certa esquizofrenia no conjunto, o autor monta um mosaico que vai do onírico e fantástico a um olhar denso e irônico sobre a condição humana e os papéis sociais.

O lago das sanguessugas - Desventuras em série #3 - Lemony Snicket

O Lago das Sanguessugas é o terceiro livro da série Desventuras em série escrita por Lemony Snicket. Nos livros acompanhamos a história dos irmãos Baudelaire que, após a morte dos pais em um incêndio, vivem uma jornada de dor e sofrimento em seus novos lares.

O novo lar dos irmãos fica no alto de um penhasco e próximo ao lago das sanguessugas. Dessa vez, sua nova tutora é Tia Josephine — uma viciada em gramática que tem medo de absolutamente tudo. Apesar dos medos irracionais de Tia Josephine dificultarem um pouco a convivência entre eles, ela não é má com os órfãos. 

Porém, a vida dos Baudelaire se complica quando o Capitão Sham aparece em suas vidas. Demonstrando — falso — afeto por Tia Josephine para conseguir se aproximar e infernizar a vida — já sofrida — dos irmãos.

Ninguém vira adulto de verdade, de Sarah Andersen

Ninguém vira adulto de verdade é um quadrinho — livro de tirinhas — da ilustradora e cartunista americana Sarah Andersen, publicado recentemente no Brasil pela editora Companhia das Letras pelo selo Seguinte.

As tirinhas da Sarah retratam várias situações do cotidiano da vida de um adulto. Mesmo quando atingimos certa idade — e passamos a nos considerar e ser considerados como adultos — é comum ainda nos sentirmos inadequados para algumas situações e, a Sarah nos mostra algumas delas com muito bom humor nas páginas que compõem esse livro.

No vídeo abaixo mostro a edição com um pouco mais de detalhes e falo sobre as minhas impressões dessa leitura.

A Sala dos Répteis - Desventuras em série #2 - Lemony Snicket

A Sala dos Répteis é o segundo volume da série Desventuras em Série escrita por Lemony Snicket. No final do primeiro livro, os irmãos Baudelaire não estão mais sob a tutela do temível Conde Olaf, pois seu plano de se apossar da fortuna dos irmãos foi descoberto e isso fez com que ele perdesse a tutela dos Baudelaire.

No início desse livro, os irmãos estão na expectativa para conhecer o seu novo tutor — Tio Monty. E, devido a experiência um tanto traumática com o primeiro, eles estão apreensivos pensando em como será o novo lar. Será tão horrível quanto o anterior? Mas os irmãos têm uma grata surpresa: o novo tutor é bastante amável.

Porém, a felicidade dos órfãos em sua nova casa não dura muito, pois um ajudante do Tio Monty aparece para infernizar a vida dos irmãos.

Mau Começo - Desventuras em série #1 - Lemony Snicket

Mau Começo dá início a história de Desventuras em série escrita por Lemony Snicket (pseudônimo de Daniel Handler). A série conta com 13 livros, tendo o primeiro sido publicado em 1993.

No primeiro livro somos apresentados a história dos irmãos Baudelaire que, ao perderem seus pais em um incêndio, vão morar com — o temível — Conde Olaf. O tutor dos irmãos não possui nenhum afeto por eles e as trata da pior maneira possível. Só aceita cuidar das crianças para tentar se apossar da fortuna que seus pais deixaram.

No vídeo abaixo falo um pouco mais sobre a triste e sombria jornada desses órfãos e as minhas impressões dessa leitura.

A Metamorfose, de Franz Kafka

Escrito em 1912, publicado em 1915. A Metamorfose foi uma das obras do Kafka publicadas quando ele ainda estava vivo. Grande parte de seus livros foram publicados postumamente. Kafka morreu jovem — aos 41 anos de idade — e tempos antes ele tinha feito um pedido pra um amigo (que era o seu testamenteiro), Max Brod, que quando ele morresse destruísse tudo que ele tivesse escrito, que ainda não tivesse sido publicado. Felizmente esse seu amigo não atendeu ao seu pedido, não queimou os livros e vários que ainda não tinham sido publicados, foram.

Li pela primeira vez em 2012, reli agora em 2016. E com essas duas experiências de leitura, digo pra vocês que não é um livro difícil de ser lido (não tem palavras difíceis ou um vocabulário difícil de entender), mas é difícil de ser compreendido. É difícil descobrir tudo que essa história pode trazer, todas as camadas. No vídeo abaixo falo um pouco das minhas impressões dessa leitura curta em páginas, mas grandiosa nas ideias e questionamentos.